Preciosa Semente © Salmos 126:6
| A Prova da Fé|
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“Para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece, e é provado pelo fogo, redunde para louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo”. (I Pe. 1:7).

A prova da fé é um dos meios através dos quais a vida é enriquecida. No versículo 7 desse capítulo ela é tida como sendo mais preciosa que o ouro. A prova da fé nunca é destrutiva, mas sempre construtiva na vida daquele que é “exercitado por ela”. A fé nada tem a temer na provação, mas tudo tem a ganhar. A fé se deleita na provação. A tradução desse versículo na Versão Revisada refere-se a “provas de fé”, sugerindo pelo uso do plural que o processo de provação é algo contínuo. Se olharmos para a provação nessa luz, daremos as boas-vindas a tudo aquilo que prova nossa fé e nos lança sobre Deus. O filho de Deus tem que temer mais na vida as coisas que reduzem o exercício da fé em Deus. A provação incrementa um tal exercício de fé, que se estimarmos os valores espirituais corretamente, temeremos não a perda das bênçãos materiais, mas o aumento de tais bênçãos temperadas pela influência benéfica da provação.

O Presente da Prova
A prova é um dos presentes de amor de Deus. Um sofredor, confiante filho de Deus, escreveu recentemente ao editor de um jornal religioso o seguinte: “O querido Senhor é tão bom que mal posso parar de louvá-Lo, pois tem me dado terríveis provas ultimamente. Sei que elas devem ser muito valiosas ou Ele não as teria me enviado, então eu as aprecio como estranhos presentes de amor, dolorosos mas preciosos.” A carta estava assinada, “No lagar, regozijando”. Esse escritor captou um vislumbre do real significado da provação, um presente de amor. Paulo nos mostra o mesmo pensamento em Filipenses 1:29, que o Bispo Moule traduz como sendo: “Sim, pois para vocês têm sido garantidos, como um efetivo crescimento por causa de Cristo, não somente o crer nEle, mas também o padecer por causa dEle”. Aqui a prova é anunciada no sentido de um presente, um daqueles presentes preciosos dos tesouros celestiais. Dor e sofrimento em si nunca são bons e na declaração futura lemos, “não haverá mais dor”, mas quando considerados na luz das bênçãos, traz-nos para comunhão íntima com nosso Senhor, ela é de fato um “presente”.

Um querido amigo, escrevendo-me num momento de grande tristeza, disse, “Eu me pergunto se nosso Senhor tem algo melhor para nos dar do que a confiança de uma grande dor. Penso que deve ser uma alegria maravilhosa para o Mestre quando Ele sabe que pode confiar que um de Seus sofredores filhos olhará para cima e dirá, ‘Está tudo bem, Senhor', e jamais ficará ofendido com Ele. Tenho aprendido ultimamente que essa palavra inclui mais do que sugeri na aparência. Ele confia que não perguntaremos porquê”.

Essas palavras são expressão de uma rica e íntima experiência de comunhão com o Homem das Aflições, e muito embora para alguns de meus leitores elas tenham pouco sentido hoje, ainda pode ser que, quando o Mestre os chamar para andar com Ele no vale, elas sejam para eles uma fonte de força e conforto. O vento norte é tão essencial quanto o vento sul para o derramar dos aromas. (Cânticos 4:16).

O Propósito da Prova
O enriquecimento do vinho é o único propósito do agricultor ao podar os tenros ramos. A faca do jardineiro é usada com julgamento e experiência, nem uma única incisão errada é feita, e assim também ocorre quando nosso Senhor usa a foice podadora da prova. Nosso Pai é o agricultor e a aparente perda no presente visa assegurar um futuro rico e frutífero.

Outro amigo, escrevendo para expressar sua solidariedade para comigo num momento de grande pesar, disse, “Quando o Senhor, com uma mão, leva alguém que é parte de nossa vida, com Sua outra mão, Ele gentilmente nos mantêm durante e após o processo. Nos últimos três dias o assunto da poda das vinhas tem estado muito em meus pensamentos. Você já viu um jardineiro podar uma vinha frutífera cuja frutificação pretende aprimorar? Primeiro, ele corta todos os galhos próximos ao tronco. Então solta a planta de todos os seus apoios e a deixa prostrada até que ele esteja pronto para um tratamento adicional. Quando ele está pronto segura a vinha com sua mão esquerda, enquanto com sua mão direita raspa a casca, removendo tudo aquilo que se adere a ela. Depois disso põe a haste de volta à sua posição original e a apoia com todos os laços necessários, e a deixa ali”.

Diante dessa passagem poderia parecer que o propósito da prova é o de demonstrar a não geração de fé. O período de prova ‘é um período de inspeção, quando o Juiz e todos os espectadores acharão que a provação foi suficiente e de caráter satisfatório'. “Que a prova da vossa fé redunde para louvor em honra e glória”. A prova da fé resulta em uma expressão de louvor. Também leva a um nível mais alto conforme é sugerido na palavra ‘honra'. A hora da prova talvez se torne a hora da graduação espiritual ou do contrário. Na hora da prova conferem-se as honras da vida espiritual. Ainda mais maravilhoso, no coração da prova a ‘glória' permanece preservada.

Louvor, honra e glória estão na vereda da prova. Por que nos esquivaremos ou hesitaremos? Preferencialmente sigamos em frente com passos ávidos pelo caminho de fé.

‘É verdade que meu Salvador está planejando para mim,
Quando o caminho é áspero e longo,
E as nuvens pairam baixas e os amigos são poucos,
E não tenho voz para cantar
Ele está planejando o melhor para mim
Através dos tediosos dias de luta;
Apenas confio e apego-me forte ao Abençoado
Nos altos e baixos da vida'.

Autor: W. Mallis
Extraído da Revista O Vencedor
Do livro ‘The Way of the Wind' (O Caminho do Vento).

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